A linha Techdreno KC — que dispensa manta geotêxtil envoltória — não é uma decisão de marketing: é respaldada por uma tese de doutorado defendida na Universidade Federal de Lavras (UFLA) em 2025, que comparou o desempenho hidráulico de drenos com ranhuras finas tipo faca (knife-cut) contra drenos convencionais de orifícios maiores, com e sem manta.
O que a pesquisa avaliou
A tese “Hidráulica de Drenos Ranhurados sem Material Envoltório”, de Flávia Vilela Corrêa, teve como objetivo avaliar e comparar a capacidade de admissão de água, as taxas de descarga e as taxas de carreamento de sólidos entre drenos com orifícios menores no formato knife-cut e drenos convencionais — com e sem envoltório de manta geotêxtil.
O que os resultados mostraram
O dreno convencional, por ter orifícios maiores, apresentou menor resistência de entrada e maior raio efetivo — ou seja, deixa a água entrar com menos oposição ao fluxo. Mas esse mesmo orifício maior que aumenta a taxa de descarga também favorece o carreamento de sólidos: mais água entra, mas mais sedimento entra junto.
O dreno knife-cut (KC) apresentou taxas de carreamento de sólidos semelhantes às de um dreno convencional com manta geotêxtil — só que sem precisar da manta. A manta, quando usada, facilita o influxo de água, mas seu desempenho pode ser comprometido pela colmatação (entupimento), especialmente em solos de baixa coesão.
Conclusão da tese
Segundo a pesquisa, o dreno knife-cut oferece um fluxo mais estável e controlado, favorecendo a drenagem prolongada, e representa uma solução mais econômica e de fácil instalação. A manta geotêxtil não é essencial para esse formato de dreno, porque as próprias ranhuras finas já controlam o transporte de partículas — a mesma lógica por trás da linha Techdreno KC.
Referência completa
CORRÊA, Flávia Vilela. Hidráulica de drenos ranhurados sem material envoltório. Tese (Doutorado em Recursos Hídricos) — Universidade Federal de Lavras, Lavras, 2025.
Acessar a tese completa no repositório institucional da UFLA →
