A transformação digital acelerou a construção de data centers no Brasil e no mundo. Empresas dos mais diversos setores dependem dessas estruturas para armazenar dados, operar sistemas, hospedar aplicações em nuvem e garantir a continuidade de serviços essenciais — e qualquer interrupção representa prejuízo financeiro, risco operacional e perda de confiabilidade.
A atenção do mercado costuma ir direto para servidores, climatização e redundância de energia. Mas por baixo de tudo isso existe uma camada de infraestrutura subterrânea que sustenta literalmente a operação: os dutos que protegem os cabos de energia e fibra óptica, e o sistema de drenagem que protege a estrutura física contra água. Dos dois, o de maior volume e criticidade em um projeto de data center normalmente é o primeiro — um campus típico tem quilômetros de banco de dutos subterrâneos só para alimentação elétrica redundante e conectividade de fibra, uma extensão bem maior do que a rede de drenagem do mesmo terreno.


Neste artigo, você entende por que os dutos corrugados de PEAD são centrais na infraestrutura subterrânea de um data center, qual o papel complementar da drenagem, e o que considerar na especificação de cada sistema.
Por que os dutos subterrâneos são a espinha dorsal de um data center
Um data center depende de redundância total: alimentação elétrica de pelo menos duas rotas independentes (concessionária, geradores, UPS), conectividade com múltiplas operadoras de telecom, e cabeamento estruturado entre prédios em campi maiores. Todo esse cabeamento — de energia, dados e fibra óptica — precisa estar protegido fisicamente no subsolo, contra impacto, abrasão, umidade e movimentação do solo.
É essa demanda que torna o duto corrugado de PEAD um dos materiais mais usados na infraestrutura subterrânea desses empreendimentos: ele permite lançar ou trocar cabos no futuro sem nova escavação (o cabo é puxado por dentro do duto já instalado), resiste à compressão do solo e mantém a integridade da rede mesmo com múltiplas rotas paralelas.
O padrão internacional de referência para esse tipo de infraestrutura é o ANSI/TIA-942 (Telecommunications Infrastructure Standard for Data Centers), que dedica parte relevante do seu escopo justamente aos pathways — as rotas e dutos subterrâneos de cabeamento — como um dos pilares de confiabilidade da instalação, ao lado de energia e climatização.
No Brasil, o duto corrugado de PEAD para essa aplicação é certificado pela ABNT NBR 15715 (sistemas de dutos corrugados de PE para infraestrutura de cabos de energia e telecomunicações). A prática de mercado no Brasil também segue um padrão de cores por tipo de rede — laranja para energia elétrica, cinza para telecom/dados e verde para fibra óptica — que facilita a identificação e a manutenção da galeria técnica ao longo dos anos.
A linha Techduto DW, de parede dupla, foi desenvolvida especificamente para proteção de cabos elétricos e de fibra óptica subterrâneos, com alta resistência mecânica e à abrasão — o produto de maior aderência a esse tipo de projeto. O tubo corrugado PEAD (Techduto NBR), certificado conforme a NBR 15715, também atende essa aplicação em obras de menor porte ou orçamento mais enxuto.
Drenagem subterrânea: proteção complementar da infraestrutura física
Ainda assim, a drenagem não deixa de ser importante — ela protege a estrutura física que sustenta toda essa infraestrutura de cabos e equipamentos. Mesmo pequenas infiltrações podem causar dano a equipamentos eletrônicos, comprometimento estrutural e paralisação de operação — riscos que, num data center, se traduzem diretamente em prejuízo financeiro.
Um projeto de data center normalmente distribui a drenagem em pontos específicos:
Drenagem perimetral — instalada ao redor das edificações, reduz o acúmulo de água junto às fundações e a pressão do solo saturado sobre a estrutura.
Drenagem sob pisos técnicos — capta eventuais infiltrações antes que atinjam equipamentos sensíveis instalados sob piso elevado.
Áreas externas e estacionamentos — vias internas e áreas impermeabilizadas do campus produzem grande volume de água pluvial; sem drenagem adequada, esse fluxo pode migrar para áreas críticas da instalação.
Para essa aplicação, a linha Techdreno (parede simples perfurada) e Techdreno DW (parede dupla, maior rigidez), certificadas conforme a NBR 15073, são o material de referência.
Onde os dois sistemas se cruzam: a galeria técnica
Em muitos projetos, dutos de cabeamento e drenagem convivem na mesma galeria técnica — o espaço subterrâneo por onde passam cabos elétricos, fibra óptica e tubulações. A presença de água nessa galeria é um risco tanto para os cabos quanto para a estrutura, o que torna comum projetar a drenagem da galeria como parte do mesmo pacote de infraestrutura subterrânea — mesmo sendo dois sistemas, com função e produto diferentes.
Por que o PEAD é o material de referência para os dois sistemas
- Elevada resistência mecânica — tanto o duto de cabeamento quanto o tubo de drenagem suportam cargas de solo e tráfego de veículos de manutenção sem comprometer a integridade;
- Resistência química — relevante nos dois casos, já que o subsolo pode conter solos ácidos, salinos ou com sulfatos ao longo de décadas de operação;
- Flexibilidade estrutural — acompanha pequenas movimentações do terreno sem ruptura, reduzindo o risco de recalque diferencial, comum em obras de grande porte como um campus de data center;
- Facilidade de manutenção do duto de cabeamento — a parede lisa interna facilita o lançamento e a troca futura de cabos sem necessidade de nova escavação;
- Desempenho hidráulico da drenagem — a parede interna lisa reduz o atrito ao escoamento, melhora a eficiência hidráulica e reduz o acúmulo de sedimentos;
- Vida útil longa nos dois casos — décadas de operação, alinhada ao horizonte de um projeto de data center.
Planejamento: o que considerar em cada sistema
Duto de cabeamento (energia, telecom, fibra):
- Redundância de rotas — pelo menos duas rotas independentes para cada tipo de rede;
- Capacidade de expansão futura — diâmetro e quantidade de dutos com folga para o crescimento da demanda;
- Identificação por cor, conforme o padrão de mercado (laranja/cinza/verde);
- Distância mínima de segurança entre rede elétrica e rede de dados/fibra, conforme o projeto elétrico.
Drenagem:
- Índices pluviométricos da região;
- Tipo de solo e nível do lençol freático;
- Topografia e vazão prevista;
- Áreas impermeabilizadas do campus;
- Expansões futuras da infraestrutura.
Projetos sem essas análises tendem a ficar subdimensionados assim que o data center expande — cenário comum, já que a demanda por capacidade computacional só cresce.
Sustentabilidade também faz parte do projeto
O PEAD é reciclável e tem vida útil longa, o que reduz a frequência de intervenção e o volume de resíduo de obra ao longo do ciclo de vida do empreendimento — relevante tanto para o cabeamento quanto para a drenagem.
Infraestrutura subterrânea confiável para operações de missão crítica
Em projetos de infraestrutura crítica, cada componente subterrâneo precisa entregar desempenho compatível com o nível de exigência da operação — e isso vale tanto para o duto que protege um cabo de energia quanto para o tubo que protege a fundação contra água.
Na Techduto, atendemos as duas frentes da infraestrutura subterrânea de um data center: dutos de proteção de cabos elétricos e fibra óptica (linha Techduto DW e tubo corrugado PEAD/Techduto NBR, conforme NBR 15715) e sistemas de drenagem (linha Techdreno e Techdreno DW, conforme NBR 15073). Nossa equipe técnica apoia projetistas, construtoras e gestores de operação na especificação de cada sistema, incluindo empreendimentos de missão crítica como data centers.


